O que os criadores de Uber, Twitter e Instagram têm em comum ?

O que os criadores de Uber, Twitter e Instagram têm em comum ?

Se você perguntar a qualquer especialista em negócios quais são as competências fundamentais para o sucesso de um empreendedor, alguns itens certamente marcarão presença na lista: criatividade, conhecimento de mercado, propensão ao risco, bons relacionamentos e um apurado senso de oportunidade.

Sem dúvidas, estas são qualidades fundamentais. Mas, para Chris Sacca, investidor-anjo que apostou milhões de dólares em startups como Uber, Twitter e Instagram, existe um outro traço de personalidade comum aos grandes empreendedores que, frequentemente, é deixado de fora pelos analistas mais racionais.

Trata-se, segundo ele, de uma dose razoável de insanidade mental. “[Para ser um grande empreendedor] você precisa ser um pouco obsessivo. Você provavelmente tem algumas questões pessoais e problemas relacionados a outros seres humanos”, descreve em reportagem publicada pelo site da revista Inc.

Sacca vai mais longe. Segundo ele, o empreendedor de sucesso “não aceita muito bem o fracasso” e é, inclusive, um pouco “maníaco-depressivo”. “Se nenhuma dessas características soa familiar para você, você deveria pensar em fazer alguma coisa diferente”, provoca o investidor.

De acordo com ele, pessoas psicologicamente saudáveis podem ser boas funcionárias e até ótimas colaboradoras, mas dificilmente serão grandes empreendedoras. “Trata-se de uma jornada extremamente especial, que não está disponível para todos”.

Um tipo diferente de confiança

Após anos de investimentos de sucesso, Sacca afirma ter desenvolvido um faro aguçado para identificar potenciais empreendedores. “Eu consigo sentir o cheiro deles, saber se vão longe ou não”.

A métrica do sucesso, segundo ele, não está no nível de confiança demonstrado pelo empreendedor, mas na forma como sua confiança se manifesta. Trata-se de uma “confiança sem a necessidade de vender”, explica.

“Nossos principais fundadores, seja Travis [Kalanick, do Uber], Evan [Williams, do Twitter], ou Kevin Systrom [do Instagram], simplesmente acreditavam que seu sucesso era inevitável”.

Segundo ele, basta olhar para a narrativa das grandes startups. Quando o Uber contava com apenas três carros circulando em São Francisco (Estados Unidos), seu fundador já falava em expansão internacional.

Da mesma forma, antes mesmo de o Instagram começar a funcionar, o criador da plataforma de fotos já vislumbrava 50 milhões de usuários.

Segundo Sacca, esses empreendedores nunca se deixaram abalar porque sabiam que, no fim das contas, seus projetos eram bons demais para não decolar. 

Fonte: http://exame.abril.com.br

 

 

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