Como o limite da internet pode afundar as operadoras.

Como o limite da internet pode afundar as operadoras.

No início de fevereiro, a Vivo — operadora de telefonia e internet, decidiu que a partir de 2017 o serviço de fornecimento de internet ilimitada será alterado e os planos obedecerão ao tamanho das franquias estipuladas em contrato. Ou seja, se o usuário passar do limite contratado sofrerá com a diminuição da velocidade e até com o corte do serviço, que só deve ser normalizado no início do próximo mês.

Com a compra da GVT — que atua em 20 estados e cerca de 134 cidades no Brasil — pela Vivo, a regra também passa a valer para a Global Village Telecom, que deve futuramente ser renomeada de Vivo, unificando os serviços e contratos. Para piorar a situação de vez, outras grandes operadoras como NET, Oi, Claro também resolveram seguir a Vivo e anunciaram a adoção de franquias.

De acordo com as operadoras, usar franquias é uma tendência mundial e não deve trazer prejuízos significativos para os seus clientes.

No entanto, limitar o acesso de um dos produtos mais consumidos pelos brasileiros pode ser um tiro no pé. Usuários de diversas redes sociais já estão criando petições exigindo que as operadoras desistam do plano e voltem a oferecer internet ilimitada ou que o governo interfira no processo e evite a mudança.

A justificativa dos clientes é que as franquias são pequenas e o uso cada vez mais intenso de internet levaria ao corte do serviço logo nos primeiros dias do mês. De fato, plataformas como Netflix, Youtube, Spotify e download de jogos e aplicativos consomem muitos dados, e seriam os vilões dos usuários com franquias pequenas. Além dos protestos nas redes sociais, processos estão sendo abertos para averiguar se a estratégia das companhias é legal ou não.

Como há mercado e a competitividade para oferecer o melhor serviço só aumenta, diversas outras opções estão sendo pensadas pelos consumidores, que ameaçam romper contratos e mudar de empresa, uma vez que diversas companhias de fornecimento de internet optaram por não seguir a tendência e anunciaram que não vão cortar o acesso após o fim da franquia.

Além da troca por empresas menores e ilimitadas, as gigantes do setor também podem sofrer retaliação de sites e empresas que dependem da internet para existir, como é o caso do Facebook e do Google. Inclusive, ambas organizações têm investido em projetos que leva internet de graça a locais pobres através de satélites. O Facebook com o Internetorg.com e o Google atua através de parcerias com governos e instituições privadas e também pelo Google Fiber, que apesar de ser pago, oferece planos baratos e ilimitados.

A retaliação de empresas e a perda de usuários seria apenas parte do prejuízo enfrentado pelas maiores provedoras de internet do país. As gigantes que aderiram ao bloqueio pelo término da franquia também podem sofrer consequências ao expor suas marcas de maneira negativa. Oi, Vivo, GVT (que deve passar a ser Vivo) e Claro estão entre as provedoras de internet com a maior quantidade de reclamações em sites como o Reclame Aqui.

Entre os principais problemas estão as cobranças indevidas, a péssima qualidade da internet e a exibição de propagandas enganosas. Elas também aparecem no ranking de empresas mais criticadas no modo geral, o que engloba todas as categorias existentes. Desse modo, as empresas sofreriam com a péssima reputação, perda de clientes para outras companhias, a diminuição da quantidade de investimento e, como consequência, prejuízos financeiros. 

O que você acha, caro leitor: a mudança de estratégia das empresas foi realmente necessária ou apenas uma forma de lucrar mais e gastar menos? Que atitudes podem ser tomadas pelos usuários para evitar que as empresas adotem o bloqueio de internet após o fim da franquia?

Fonte: http://www.administradores.com.br

 

 

Deixe uma resposta

Fechar Menu
Entre em contato!