A geração já é mobile, as marcas e seus investimentos, ainda não

A geração já é mobile, as marcas e seus investimentos, ainda não

Hoje, é impossível imaginar como era a vida antes dos aparelhos móveis. Os smartphones e tablets já são parte do nosso dia a dia e, inclusive, nos ajudam na agilidade de grandes decisões profissionais e pessoais, além de possibilitar uma conexão em tempo real com o mundo. Segundo a 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e divulgada em abril deste ano, o Brasil chegou a 168 milhões de smartphones em uso, um crescimento de 9% em relação a 2015. De acordo com o estudo, a expectativa é que, nos próximos dois anos, o País tenha 236 milhões de aparelhos desse tipo nas mãos dos consumidores, um crescimento de 40% em relação ao momento atual.

Ao mesmo tempo, o Google divulgou que, no ano passado, 52% das buscas por marcas ou categorias aconteceram via celular, superando o desktop. O que se percebe é uma grande mudança de comportamento dos consumidores diante da implantação da internet banda larga em celulares. Enquanto antes era necessário esperar chegar em casa ou na empresa para utilizar a internet, agora as pessoas podem resolver uma pendência durante a espera na fila do banco ou realizar uma compra online em poucos cliques. No mundo da moda, por exemplo, segundo dados internos do Google em 2015 e do Target Group Index, a participação de buscas no mobile atingiu o pico de 62% – e 16,2% dos compradores de moda só acessam a internet por meio de dispositivos móveis.

Mesmo assim, as empresas ainda separam apenas 5% do orçamento em publicidade para aparelhos móveis, segundo dados divulgados pelo Google no evento Mobile Day em 2015. Ou seja, ainda estão muito aquém no uso do potencial do mobile considerando o investimento aplicado à plataforma.

As empresas que ainda não estão inseridas nesta nova realidade precisam adaptar suas estratégias e começar o desenvolvimento do site pensando no conteúdo e na plataforma mobile antes do desktop. Isto é, se mais da metade das buscas por marcas ou categorias já são via celular, o conteúdo para esse dispositivo deverá ser relevante ao usuário mobile. Seguindo esse raciocínio, não só os desenvolvedores devem ser mobile first, mas também toda a empresa, do estagiário ao CEO, precisa pensar na experiência que o usuário terá ao navegar no site mobile ou aplicativo da empresa.

Para que essa mudança se torne possível, incentivos, mudanças de hábitos e processos claros devem ser adotados. As pessoas que estão no dia a dia da empresa e que conhecem a fundo seu serviços, produtos e processos são fonte dos maiores insights e melhorias das plataformas mobile. Portanto, algumas perguntas precisam ser respondidas ou refletidas pelas marcas: Todos os funcionários utilizam os serviços mobile de sua empresa? Como incentivá-los a utilizar? Existe um processo de melhoria e feedback interno no qual os funcionários podem opinar e ajudar a melhorar os serviços mobile?

O mobile, sem dúvida, oferece infinitas possibilidades às marcas para se comunicar com os consumidores. Um exemplo disso são as recentes mensagens automatizadas lançadas pelo Facebook. As mensagens são respondidas em tempo real para os consumidores, que podem utilizar a ferramenta para esclarecer dúvidas, comprar produtos e fornecer informações de forma automática, por meio de robôs.

Ainda há muito a ser explorado pelas empresas no universo mobile e, também, muito a ser absorvido pelos consumidores que não estão totalmente adaptados a essas plataformas. A tendência é que sua aceitação cresça a cada dia, multiplicando as oportunidades das marcas e as opções para os consumidores.

Fonte: http://www.proxxima.com.br

Deixe uma resposta

Fechar Menu
Entre em contato!